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terça-feira, 7 de abril de 2015

O Caso da Barragem do Funil


Em 1970 ocorreu um impressionante caso ufológico com efeitos fisiológicos verificados na testemunha. No começo da noite de 30 de agosto, o guarda Almiro Martins de Freitas foi surpreendido por um objeto em forma de charuto, com aproximadamente 20 metros de comprimento que o cegou, após a testemunha ter disparado duas vezes contra o objeto.
O protagonista do caso,  Almiro Martins de Freitas, foi membro da divisão de instrução de vôo na Escola da Aeronáutica durante 3 anos (1956 a 1959). Por ter casado cedo foi obrigado à deixar os estudos de lado e a trabalhar para sustentar sua casa. Na ocasião do contato ele era guarda da Represa do Funil, em Resende (RJ), a 160 Km do Rio de Janeiro. Fazia apenas 4 meses que ele exercia essa função. E como sempre cumpria seu dever à risca.
Fatos prévios
A testemunha iniciou seu turno no começo a noite, juntamente com outros 10 colegas que foram deixados em suas respectivas posições.  Como sempre, Almiro após render seu colega foi inspecionar os outros pontos que compreendiam sua área. Caminhando ele foi até o Rio Paraíba, seguindo depois até os transformadores e de lá seguiu até a encosta do barranco ao lado da estrada que conduz à crista da barragem. Este barrando fica a 10 metros acima do nível da subestação. Ao terminar esta primeira ronda ele retornou à subestação, e ligou para a casa de força, identificando-se ao operador de lá. Devido ao frio e ao horário (21:36) ele resolveu tomar um café ali mesmo. Após isso acendeu um cigarro e inspecionou os transformadores, retornando para a subestação. Tomou mais café e acendeu outro cigarro terminando de fumá-lo já do lado de fora, perto da janela.
Logo após, o guarda passou por trás da subestação, num caminho entre ela e a barraca onde se guardavam algumas roupas e equipamentos. Chegando neste local ele ouviu alguns estouros nos transformadores e algumas faíscas que caíam ao chão. Este tipo de fenômeno já havia acontecido antes e Almiro não deu muita atenção ao fato. Ele então conferiu o interior da barraca e retornou à subestação, onde acendeu um terceiro cigarro. Na seqüência ele seguiu em direção ao rio Paraíba e de lá seguiu para a estrada, olhando na direção da casa de força. Foi quando escutou um novo estouro diferente dos outros que já havia ouvido. Desta vez ele era bem mais intenso. As lâmpadas de mercúrio que iluminavam o local piscaram momentaneamente.
Devido à estranheza do fato, ele verificou com o olhar a Casa de Força, a crista da barragem, a estrada do paiol. Nada de anormal havia notado até então. Ao olhar novamente para a crista da barragem ele percebeu uma fileira de luzes de cores diferentes a uma distância de 60 metros. Estas luzes piscavam de maneira uniforme, todas ora mais fortes, ora mais fracas. O guarda resolveu então aproximar-se mais um pouco, passando a barraca e o prédio da subestação. Ele caminhou adiante sentido como se seus olhos estivessem atraídos pela luz.  Ao chegar próximo ao local ele percebeu que as luzes pertenciam à um objeto sólido suspenso acima do barranco. Temendo algum tipo de sabotagem no dique por parte de forças subversivas (era época do regime militar) ele resolveu enfrentar o que quer que fosse aquilo. Ele corajosamente aproximou-se um pouco mais do objeto, rastejando.  Com isso pode perceber maiores detalhes descrevendo depois um objeto com 15  vigias retangulares, de aproximadamente 1 metro de comprimento por 80 centímetros de altura, com 4 cantos curvilíneos. Almiro chegou a aproximadamente 5 metros de distância deste objeto, sacou sua arma e deu o primeiro tiro. Ele não ouviu o ricochete da bala, porém as luzes do objeto aceleraram a oscilação de suas luzes que tornaram-se mais intensas. Logo depois ele disparou  um segundo tiro e houve um novo aumento na oscilação das luzes. Além da variação luminosa o objeto emitiu um ruído intenso ensurdecedor.
Quando Almiro ia atirar pela terceira vez o objeto emitiu um facho de luz que saiu de um ponto à esquerda do aparelho. Esse facho de luz era tão intenso que Almiro precisou fechar os olhos. No mesmo instante ele sentiu que seu corpo foi invadido por uma forte onda de calor, seguido por uma dormência generalizada, uma espécie de formigamento. Ele estava com o braço estendido e não conseguiu baixá-lo porque estava paralisado e endurecido.
Efeitos Posteriores
Em seguida sentiu uma onda refrescante da cabeça aos pés. Seu corpo estava todo banhado em suor. Ele então conseguiu recobrar os movimentos, primeiro da cabeça e dos braços, depois dos pés e por fim abriu os olhos, constatando que estava cego.
Considerando sua localização ele achou prudente não caminhar muito longe, pois poderia cair nos transformadores ou mesmo no rio Paraíba. Ele então gritou por socorro .  Pouco depois surgiu um carro com outros guardas da represa que o levaram com dificuldade para o carro.
Almiro foi levado para as cidades de Itatiaia e Resende em busca de um médico especialista de plantão que pudesse atendê-lo. Como nenhum foi encontrado Almiro foi levado novamente à sede da Represa, onde passou o resto da noite. No dia seguinte, ele foi novamente levado à cidade em busca de tratamento. Ainda estava com dificuldades de locomoção, cegueira e problemas de audição. No dia 1º de setembro foi levado para o Rio de Janeiro, onde primeiramente prestou depoimento na SESVI (Serviço Especial de Segurança e Vigilância). Ali ele almoçou com grande dificuldade, pois ainda estava cego e não sentia cheio, nem sabor algum. Curiosamente ele se sentia muito leve e se segurava em moveis próximos numa aparente sensação de desequilíbrio. Mais tarde ele prestou depoimento no Ministério da Aeronáutica, e depois por telefone ao Comando da 4ª Zona Aérea (São Paulo) para o CIOANI, para onde foi encaminhada uma cópia do relatório.
Logo após foi atendido, ainda no mesmo dia, por volta das 17 horas, no Hospital da Cruz Vermelha, pelo médico oftalmologista Dr. Sampaio. Este informou que nada de anormal havia sido detectado nos olhos de Almiro, além de certa irritação nas conjuntivas. No dia seguinte, (quarta feira, 2 de setembro) ele foi visitado pelo Dr. Orlandini Fonseca e Dr. Paes Barreto. O Dr. Orlandini mediu a pressão de Almiro e constatou que estava com 120 batidas por minuto.
Outro detalhe importante referente ao caso é com relação à saúde de Almiro antes e depois dos acontecimentos da Represa do  Funil. Ele tinha tinha 1,76 m de altura e pesava 75 kg antes do episódio. Logo após o caso, a testemunha sofreu as conseqüências do avistamento. Mesmo tendo recuperado a visão 15 dias depois, ele perdeu 8 kg e em menos de um mês. Só recuperando após vários meses. Não se sabe ao certo o que provocou essa perda de peso. Tal situação afetou a carreira de Almiro deixando em dificuldades financeiras. Outro detalhe curioso é que Almiro ficou dois dias sem urinar após o acontecimento.
Segundo o Dr. Orlandino, em entrevista à SBEDV, Almiro foi diagnosticado com cegueira psicogenita motivada por choque traumático. Todos os exames de laboratório foram normais, inclusive o eletroencefalograma. Indicou-se, para o tratamento, a hipnose junto à medicação neurotônica e tranqüilizante, bem como instilação de um colírio, já que realmente havia um lacrimejamento quando o paciente mantinha os olhos abertos (e por isso preferia mantê-los fechados), mas não havia lesão física. Foi também recomendado o uso de óculos escuros por algum tempo.
Jornal O Dia, de 16 de setembro de 1970 [clique para ampliar]
 
Vista da Barragem do Funil