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segunda-feira, 27 de julho de 2015

Caso Onilson Pátero


Enquanto ninguém explicava o caso do estranho transporte do Professor Antônio Rouik de Campinas para a cidade de Vilhena em Rondônia, o jornalista e presidente da Associação dos Amadores de Astronomia e Astronáutica de Campinas, Cataldo Bove, ilustrava sua opinião de que o Professor teria sido transportado por Disco Voador. Depois, ele voltava a dizer que o seqüestro idêntico ao do Professor, aconteceu em Colatina, no estado do Espírito Santo, em 1974. 
"O caso foi publicado pela revista "Veja". Numa madrugada do mês de maio de 1974, o fazendeiro César Menelli ouviu gritos no alto de um morro perto de sua casa."  
"De manhã apareceu um homem, sujo de lama e marcado de espinhos, no curral da fazenda, a cinco quilômetros de Colatina. Era Onilson Pátero, um vendedor de livros, de 37 anos de idade, contando a história do seu segundo encontro com os Discos Voadores em poucos meses" . 
O fazendeiro, segundo Cataldo, descreveu assim a história:


 
"Notei que ele estava muito nervoso e com os olhos a dizer que havia chorado muito. 
Imaginei o que o homem teria ido fazer lá no alto da serra, um lugar de difícil acesso, cheio de despenhadeiros e espinhos, que até os animais evitavam". 
O próprio Pátero, entretanto, é quem conta, ainda de acordo com Cataldo: 
"Eu não devia estar naquele local, naquele momento. Eu devia estar em minha casa, em Catanduva, a quase 700 quilômetros de distância". 
Ao delegado de Colatina, teria dito Pátero: 
"Eu estava voltando para casa quando, entre as cidades de Marília e Guarantã, o motor do meu Opala começou a falhar. 
Desci do carro e percebi uma l uz tão forte que cheguei a ver através da lataria. 
De repente senti que uma espécie de lâmina me carregava para dentro de uma astronave". 
Cataldo Bove falou das investidas dos Discos Voadores contra o vendedor de livros. "Na primeira vez o homem conseguiu se esquivar, apesar dos instrumentos dos visitantes siderais; perseguido pela luminosidade, emitida por um Disco cinzento com a forma de dois chapéus juntos, Pátero conseguiu fugir à pé. Como prova do estranho encontro, ele exibiu durante algum tempo enigmáticas manchas verdes espalhadas por seu corpo. 
Os visitantes do estranho objeto conseguiram finalmente apanhar o vendedor de livros. E mais tarde, ele foi deixado sobre o morro da fazenda de Menelli: passou seis dias no Disco submetido a incontáveis exames físicos e de laboratórios por seres descritos como iguais à nós com roupas características de astronautas, que falavam português. E demonstravam grande preocupação pela superpopulação em seu distante e não identificado planeta. Desta vez ele disse que foi bem tratado e os seqüestradores espaciais não lhe deixaram nenhuma marca no corpo. Mas demonstraram que em seu planeta não se cultivam as mais elementares formas de cavalheirismo". 
"Este caso demonstra que os nossos visitantes também transportam outros indivíduos, no caso o Professor Antonio Roiuk que foi 
parar em Vilhena. Enquanto não provarem que de alguma forma ele foi transportado, estou com Flávio Pereira que no programa "Fantástico", que vai ao ar aos domingos, pela Rede Globo, disse ser um caso insólito. Como poderia o Professor se transportar assim como ninguém testemunhou, onde ninguém se locomove sem CIC, a Carteira de Eleitor, Passaporte etc.? 
Aceitemos os fatos até que prove que tudo foi uma farsa, bem engendrada". 



(Jornal Diário do Povo - 03/12/1975)