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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Meteoro, cometa, reflexo? Afinal, o que era aquela coisa gigante?



O aparecimento de uma gigantesca formação semelhante a um cometa ou meteoro intrigou os moradores da Flórida, nos EUA. Dezenas de fotos e vídeos foram registrados e muita gente duvida sobre a explicação do fenômeno.

Tudo aconteceu minutos antes do nascer do Sol na Flórida, quando um poderoso foguete ATLAS 5, cujo lançamento já havia sido adiado por duas vezes devido à aproximação da tempestade tropical Erika, partiu de Cabo Canaveral com o objetivo de colocar em orbita o quarto satélite militar MUOS - Mobile User Objective System.
Alguns minutos após levantar voo, quando o foguete estava a cerca de 60 km de altitude, uma bela e intrigante pluma criada pelos gases de exaustão começou a se formar, tingindo de azul o céu quase negro.
Em poucos segundos, devido ao deslocamento do foguete, a nuvem de gases passou a tomar a forma de um cometa ou asteroide e já podia ser vista a quase 200 quilômetros de distância.
Muita gente que não sabia sobre o lançamento não tinha ideia do que se tratava, enquanto outros, acostumados a esses eventos, acreditavam em uma pane em algum lançamento, já que nunca haviam visto aquela pluma em forma de cometa antes. Em resumo, ninguém sabia ao certo o que era aquela coisa estranha no céu.


Veja o vídeo
O que era aquilo?
Na realidade, o elemento chave que criou aquela impressionante formação foi o Sol, que naquele momento ainda estava abaixo do horizonte, mas que já iluminava de forma oblíqua a alta atmosfera onde ocorria a exaustão dos gases dos propulsores. Como resultado, todas as partículas ejetadas passaram a refletir a luz do Sol, tendo como plano de fundo o céu ainda escuro, o que aumentou a dramaticidade.
É importante deixar claro que essa pluma de gases existe em todos os lançamentos, mas normalmente não é vista, pois as condições exatas de iluminação naquela altitude só estavam presentes naquele momento.
"Talvez, se tivéssemos lançado dois dias antes esse fenômeno não aconteceria, pois o foguete não estaria no lugar certo e na hora certa para receber a luz solar", disse John Hilliard, relações públicas da United Launch Alliance, responsável pelo lançamento.