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terça-feira, 27 de outubro de 2015

Sinestesia: saiba o que a neurociência já avançou sobre a "mistura" dos sentidos

Sentir o cheiro de uma cor, distinguir a forma de uma voz ou ouvir uma textura suave: metáforas utilizadas na poesia, na literatura e na arte, em geral, são o único modo que algumas pessoas têm de compreender a realidade. As pessoas com sinestesia podem ter percepções associadas a um sentido, embora o estímulo venha de outro (por exemplo, um estímulo visual pode vir acompanhado de uma percepção sonora específica).

Antes do grande avanço da neurociência, diferentes ramos da psicologia relacionavam essas experiências sensoriais à interpretação subjetiva que cada pessoa tem de suas vivências. Considerando a sinestesia como um fenômeno psíquico, ligado à memória e às lembranças, todos descartavam a possibilidade de uma explicação neurológica. Anos depois, cientistas dedicados ao estudo do sistema nervoso começaram a se interessar por esse fenômeno intrigante. É o caso do americano David Eagleman, responsável pelo primeiro laboratório científico voltado para a sinestesia.

O neurocientista e sua equipe pesquisam a presença de conexões neuronais particulares nas pessoas sinestésicas e o componente hereditário dessa condição. Seus estudos concluem que a sinestesia afeta, aproximadamente, 4% da população. Além de seu trabalho no laboratório, Eagleman coloca à disposição, em sua página na internet, um simples teste online, capaz de detectar possíveis casos de sinestesia. 

Fontes: Science Direct e David Eagleman
Imagem: Vladimir Arndt/Shutterstock.com

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