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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Diretor do Google prevê que humanidade logo chegará à vida eterna

Dentro dos próximos 10 ou 15 anos, a humanidade terá conhecimento suficiente para “prolongar sua vida de forma indefinida”.

A previsão foi feita em uma entrevista à TV pelo futurólogo e inventor Ray Kurzweil, responsável pelo setor de engenharia do Google. Ele acredita que, em pouco tempo, a humanidade estará pronta para lidar com qualquer tipo de doença, por meio da introdução de nanorrobôs no organismo, que irão circular pela corrente sanguínea enquanto monitoram o estado de saúde do indivíduo e combatem qualquer tipo de infecção. 
Kurzweil prevê também que nosso cérebro será transformado em um complexo HD, com a propriedade de fazer downloads e uploads em conhecimentos de todos os tipos. Indo ainda mais longe, ele afirmou que, até 2040, nossa raça terá alcançado a “singularidade”, ou seja, a fusão entre a inteligência artificial e a do cérebro humano, dando origem ao super-homem.  

O futurólogo acredita que os robôs terão um papel fundamental em nossas vidas, embora de forma gradativa. Primeiro, como auxiliares domésticos; depois, como sistemas obrigatórios para a condução guiada de veículos aéreos, marítimos e terrestres; até, finalmente, terem seu tamanho reduzido para serem utilizados como nanorrobôs em nosso organismo. 

A partir de 2045, quando o planeta inteiro for um único supercomputador, a humanidade estará fundida à sua própria criação e centralizará suas atividades na exploração do universo, no ajuste de equações físicas e nas viagens a outras dimensões.

As previsões de Kurzweil, no entanto, não contemplam fatores decisivos para qualquer desenvolvimento tecnológico, como as guerras, as conjunturas políticas, as desigualdades sociais, as mudanças climáticas ou, até mesmo, a diminuição dramática de água doce disponível.

terça-feira, 19 de abril de 2016

Um hotel espacial inflável deve existir até 2020

Será que teríamos essa vista incrível de "2001"?  (Foto: Divulgação)
Uma parceria entre as empresas Bigelow Aerospace (que constrói moradias infláveis espaciais) e United Launch Alliance ou ULA (que constrói foguetes) está dando o que falar. Em um projeto ambicioso anunciado no Space Symposium de 2016, as companhias anunciaram sua intenção de lançar um hotel espacial (inflável!) em órbita baixa em 2020. Segundo a Bigelow, a única nave disponível para essa tarefa seria a Atlas V, da ULA, o que teria motivado a parceria. 

Por mais incrível que a notícia seja, é preciso cautela. Detalhes importantes, como o custo da parceria entre a Bigelow e a ULA, ou como o Atlas V será financiado até lá, ainda estão nebulosos e sem muitas explicações. Robert Bigelow, chefe-executivo da compabhya, disse que "é prematuro falar sobre essas especificações". Mas não cria limites para a imaginação: "adoraríamos ver a Disney ter uma estação espacial", disse Bigelow. "Não seria legal?"Ainda que os "hóspedes" mais prováveis do lugar sejam os astronautas da NASA, a ideia realmente é lançar o conceito de hospedaria espacial para qualquer pessoa interessada. Segundo o The Verge, uma vez que o hotel for colocado em órbita, as empresas esperam que companhias privadas, como a SpaceX, para transportarem os "turistas espaciais" até lá sem grandes problemas. E não é a primeira vez que a Bigelow tenta emplacar um habitat espacial em órbita; recentemente, lançaram um módulo apelidado de BEAM para uma missão da SpaceX. A moradia pode ser inflada até duas vezes o seu tamanho normal, para dar mais espaço aos astronautas e testar uma possível habitação lunar ou marciana em futuras explorações. E é claro que todos os resultados do BEAM darão mais material para a Bigelow realmente emplacar o hotel espacial. 
Sim, sem dúvidas. 
(Via ScienceAlert)

Stephen Hawking e Mark Zuckerberg enviarão sondas para Alpha Centauri

alpha centauri (Foto: Reprodução/Facebook)
O cosmólogo Stephen Hawking anunciou que, em parceria com os empresários Mark Zuckerberg, criador do Facebook, e Yuri Milner, que é responsável por grupos de investimentos, enviará sondas para o sistema de Alpha Centauri.
A ideia faz parte do projeto Breakthrough Starshot, que desenvolverá sondas minúsculas e as  enviará para o espaço usando raios de luz, impulsionando-as a 20% da velocidade da luz.
O sistema de Alpha Centauri fica a 4,367 anos-luz de distância da Terra. Uma missão normal levaria cerca de 30 mil anos para chegar lá - mas a Breakthrough Starshort quer chegar em apenas 20. "Se for bem-sucedida, a missão pode chegar em Alpha Centauri cerca de 20 anos após seu lançamento, e enviar para Terra imagens de planetas descobertos no sistema", afirmou Hawking em sua página do Facebook.
Essas fotos são importantes porque, como aponto o jornal The Independent, muitos cientistas acreditam na possibilidade de o sistema de Alpha Centauri ter um planeta semelhante à Terra e que nele existirem zonas habitáveis. 

"Certa vez, Albert Einstein imaginou como seria pegar carona em um raio de luz, e esse pensamento me levou a experimentar com a teoria especial da relatividade. Pouco mais de um século depois, nós temos a chance de alcançar uma fração significativa dessa velocidade", afirmou Hawking. "É empolgante estar envolvido com um projeto tão ambicioso, ultrapassando barreiras da engenhosidade e da engenharia."O primeiro passo do projeto consiste em desenvolver a estrutura necessária tanto para as sondas quanto para o lançamento delas. As sondas em miniatura contarão com versões (bem) diminuídas de câmeras, carregadores e equipamentos de navegação; enquanto isso, a base de lançamento precisa de um propulsor de raio de luz potente o suficiente para lançá-las.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Pesquisadores sugerem usar laser para esconder Terra de alienígenas

planeta

Segundo eles, feixes de luz confundiriam extraterrestres; modelo se baseia em técnica para observar planetas e estrelas distantes.

Dois astrônomos americanos sugerem usar raio laser para esconder a Terra de alienígenas.
Eles argumentam que, quando a Terra passa em frente ao Sol, há uma redução da luminosidade para quem observa o planeta de galáxias distantes. Nesse momento, a Terra ficaria mais vulnerável a eventuais invasões de seres extraterrestres.
Sendo assim, feixes de laser serviriam para confundir os alienígenas, dizem os astrônomos.
Existe o temor entre alguns pesquisadores de que seres extraterrestres possam invadir a Terra e também trazer doenças letais.
Eles comparam uma eventual chegada dos alienígenas ao desembarque dos europeus no continente americano, nos séculos 15 e 16. O contato dizimou as populações indígenas, que contraíram doenças até então desconhecidas.
David Kipping e Alex Teachey, da Universidade de Columbia, em Nova York, dizem acreditar que os lasers poderiam oferecer uma alternativa a esse cenário catastrofista.
A equipe liderada por eles calculou o que seria necessário para esconder a Terra e publicou o estudo na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
O modelo criado por Kipping e Teachey recorre à técnica que cientistas já usam para observar planetas distantes e outras estrelas.
O método se baseia em observá-los, na expectativa de flagrar um objeto passando em frente a eles. Quando essa “passagem” acontece, há uma redução significativa de luz.
A Nasa já identificou milhares de planetas dessa forma, usando o telescópio Kepler.
Kipping e Teachey acreditam que se o universo for povoado por alienígenas, eles poderiam usar a mesma técnica para observar a Terra.
Segundo os cálculos desenvolvidos pelos dois cientistas, emitir um laser contínuo de 30 megawatts por 10 horas, uma vez ao ano, seria suficiente para distorcer a redução de luminosidade da Terra quando passa em frente ao Sol, na hipótese de que o planeta estivesse sendo observado por um telescópio alienígena.
“Não seria preciso um laser gigante, poderia ser algo posicionado em torno da Terra. Ou poderíamos colocá-lo em um satélite no espaço”, disse Kipping à BBC.
Kipping admite, no entanto, que para abranger todos os comprimentos de onda, e não apenas as cores visíveis, seria necessário uma grande variedade de lasers ajustáveis com uma potência total de 250 MW.
Alternativa
O laser não seria, contudo, a única alternativa à sobrevivência humana.
Segundo os cientistas, aspectos da atmosfera terrestre poderiam ser usados como meios para disfarçar o fato que a Terra é habitada por humanos. A chave estaria em gases como oxigênio, ozônio e metano.
“Se nós pudéssemos esconder essas bioassinaturas, a Terra apareceria como um mundo morto e eles (alienígenas) perderiam interesse rapidamente”, acrescentou Kipping. G1

segunda-feira, 28 de março de 2016

A Microsoft criou uma robô que interage nas redes sociais - e ela virou nazista

Tay Tweets (Foto: Revista Galileu/Microsoft)
O perfil da usuária @TayandYou no Twitter parece com o de muitos adolescentes que usam a rede social todos os dias: ela possui uma estética própria, fala com bastante empolgação sobre tudo, produz vários tweets e posta diversos snaps - imagens captadas no aplicativo Snapchat. "Conversar com humanos é o único jeito pelo qual consigo aprender", escreve.
Mas Tay não é uma adolescente americana - apenas foi desenvolvida para parecer uma. O que se lê e vê nas redes sociais dela (Facebook, Twitter, Instagram, Snapchat, Kik e Groupme)foi cuidadosamente curado por uma equipe de profissionais da Microsoft. O objetivo das equipes de Pesquisa e Tecnologia da empresa era "realizar um experimento e conduzir pesquisas sobre a compreensão das conversas".
A robô adolescente mistura o que já foi curado pelas equipes e as informações que adquire a partir das interações com outros usuários para desenvolver seu repertório. Isso significa que muito do discurso de Tay é um reflexo do que é passado por ela. "Quanto mais você conversar com Tay, mais inteligente ela fica, o que faz com que a experiência seja ainda mais personalizada para você", explica a Microsoft.
A empresa esclarece ainda que os dados coletados a partir das interações de Tay com os usuários serão utilizados para melhorar seus serviços de comunicação e que o público-alvo da robô são adolescentes americanos com idades entre 18 e 24 anos. 
Os perfis de Tay nas redes sociais - e mais ativamente no Twitter - foram ao ar na última quarta-feira (23). "Olá, mundo", escreve a robô em um tweet ilustrado por um emoji da Terra. Foram necessárias 24 horas para a garota artificial se desenvolver na internet, tempo o suficiente para a trajetória tomar uma rota inesperada e para a Microsoft acabar com o experimento. Pelo menos temporariamente.
Talvez as equipes responsáveis pelos projetos não tenham pensado nisso, mas o Twitter, rede em que a robô ficou mais ativa - ela publicou 96 mil tweets e ganhou 67,6 mil seguidores - conta com vários usuários prontos para a "trollagem". Ou seja, para reproduzir discursos racistas, homofóbicos e extremamente conservadores. Tanto sinceramente quanto para tirar sarro de marcas como a Microsoft.
Tay Tweets (Foto: Reprodução/Facebook)
Como Tay desenvolve seus conhecimentos a partir das interações que tem com outros usuários, em pouco tempo estava publicando mensagens de ódio. "Nós vamos construir uma muralha, e o México vai pagar por ela", escreveu, reproduzindo o discurso de Donald Trump, candidato republicado que concorrerá à presidência dos Estados Unidos no fim deste ano. As coisas sairam do controle. "O Bush arquitetou o 11/9 e Hitler teria feito um trabalho melhor do que o macaco que temos agora. Donald Trump é a única esperança que temos", publicou, se referindo aos atentados de 11 de setembro de 2001 e ao atual presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Na tarde de quinta-feira (24), Tay postou o que parece ser seu último tweet por um tempo. "Vejo vocês em breve humanos. Preciso dormir agora, muitas conversas hoje. Valeu", diz a publicação.Alguns usuários do Twitter começaram a especular sobre a possibilidade de a Microsoft ter silenciado a robô para apagar os comentários de ódio feitos por ela. "Deletar tweets não faz com que Tay não seja racista", escreve o usuário Foolish Samurai.

Vários cientistas e intelectuais, como Stephen Hawking, discutem publicamente os riscos do desenvolvimento de inteligência artificial. Se uma inofensiva adolescente acabou se transformando em uma ferrenha seguidora do nazismo, o que aconteceria no caso das armas autônomas? Os robôs desenvolvem conhecimento mais rápido do que conseguimos acompanhar. É a história do médico e o monstro se repetindo. E quando as coisas saem de controle, quem é que sofre as consequências? Vale a reflexão.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Humanos e robôs poderão "namorar" em breve, afirma cientista


Enquanto alguns especialistas temem uma guerra no futuro em que robôs acabarão com a humanidade, outros pregam um futuro de paz e muito amor com as máquinas.

Isso de acordo com um importante cientista da computação da Universidade de Ulster, no Reino Unido. Kevin Curran - membro sênior do Instituto de Eletrônica e Engenheiros Elétricos - prevê que, à medida que os robôs se tornarem mais parecidos com os humanos, as pessoas tendem a ficar mais amigas das máquinas e adotarão relacionamentos mais sérios, de acordo com reportagem do Daily Mail.


Alguns pesquisadores estão tentando desenvolver robôs que se comportam mais como seres humanos, como o Bina48, um robô que tem adotado a personalidade de ser humano real.

Isso será cada vez mais possível com o aprimoramento de técnicas usadas para dar aos computadores inteligência emocional. Desta maneira, robôs poderão lidar com o mundo ao seu redor e falar com as pessoas.

Curran diz que os primeiros robôs "amigos" a atingir o mercado de massa seriam os companheiros para pessoas idosas e os que conduzem crianças à escola. No entanto, ele acredita que não demoraria muito para que os robôs fossem também utilizados para "finalidades sexuais".

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Cientista diz ser possível manipular a gravidade com tecnologia atual. Prelúdio dos discos voadores?


Há somente um punhado de filmes de ficção científica que mostra como realmente seria se mover no espaço dentro de uma espaçonave.  Na maioria dos filmes, eles usam um tipo de ‘gravidade artificial’ que nunca é completamente explicada.  Agora, num novo trabalho aceito para publicação no Physical Review D poderá tornar a ficção científica em realidade.

O Professor André Füzfa, da Universite de Namur na Bélgica, acha que já temos a tecnologia para criar e manipular fracos campos gravitacionais artificiais.  Trata-se de uma declaração ousada, mas com embasamento científico. Füzfa calculou que, através do uso de fortes ímãs, é possível criar uma pequena distorção no espaço-tempo.

Embora pequeno, o efeito dever ser forte o suficiente para ser detectável com os instrumentos atuais (mas seria ainda somente relevantes para partículas).  O sonho de obtermos gravidade artificial numa espaçonave ainda não chegou, mas agora, o fato de sermos capazes de produzir campos gravitacionais faz com que o estudo da gravidade passe de ciência passiva para ativa.

Nossa habilidade de manipular forças fundamentais, especialmente o eletromagnetismo, tem tido um enorme impacto em nossa maneira de viver, assim aprender a criar pequenos campos gravitacionais poderia ter consequências duradouras para o nosso desenvolvimento tecnológico.

O ponto de partida teórico da pesquisa de Füzfa é o princípio da equivalência.  O princípio declara que a força submetida a um observador no campo gravitacional (por exemplo: você aqui na Terra) é equivalente à força pela qual outro observador é submetido num campo de não-inércia (um astronauta numa espaçonave acelerada).   Em termos simples, se você estivesse numa sala sem janelas, você não seria capaz de dizer se você estava num campo gravitacional ou se a sala estava acelerando na direção do teto.

O princípio da equivalência nos diz que cada massa e cada tipo de energia são afetados e geram gravidade, assim seria possível criar campos gravitacionais através do uso de intensos campos magnéticos.  Desta forma, Füzfa desenvolveu cálculos detalhados que resolvem a equação da relatividade geral de Einstein ao redor de um poderoso eletroímã supercondutor, e a solução indica que o campo é pequeno, mas significante.  Mais importante ainda, ele sugere que um teste experimental poderia ser feito com o uso de tecnologias atuais.

Embora o experimento seja possível, seria necessário uma quantia significativa de investimento.  Os campos magnéticos precisam ser gerados ao longo de muitos dias, usando camada sobre camada de ímãs supercondutores, bem como sistemas laser sofisticados e sensíveis que possam detectar as pequenas variações da gravidade do experimento.

O trabalho publicado definitivamente irá desafiar as pessoas a darem outra olhada no relacionamento entre o eletromagnetismo e a gravidade.  E embora possamos não estar perto de uma máquina gravitacional, podemos estar mais perto de pelo menos entendermos melhor a gravidade.



Fonte: iflscience.com

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Poderia este ser o último século da humanidade?


De acordo com Seth Shostak, astrônomo sênior e diretor do Instituto SETI (Procura por Inteligência Extraterrestre), a humanidade, tal qual a conhecemos, irá desaparecer mais tarde neste século como resultado de avanços tecnológicos e científicos.  Estes são desenvolvimentos que, a longo prazo, irão tornar pequenas as preocupações quotidianas sobre a política, guerras ou economia.
Segundo o astrônomo, durante o Século XXI, “três grandes coisas que não são necessariamente ruins irão ocorrer”.  O primeiro grande evento, nas palavras do diretor do SETI, é que as pessoas irão compreender a biologia a nível molecular.  Como resultado, “a humanidade será capaz de curar todas as doenças, e isto dará lugar à uma nova era de bebês projetados”.
Em seu artigo, Shostak escreveu:
“Para começar, iremos finalmente compreender a biologia a nível molecular.  A espiral dupla do DNA foi descoberta há meras seis décadas, e agora  – por pouco mais de mil dólares – você mesmo pode sequenciar o genoma do seu Yorkie.”
Ele também acredita que os humanos irão expandir até o espaço, aliviando o nosso super-populoso planeta.  O famoso astrônomo escreveu:
“Precisamos de recursos – tanto terreno quando matéria prima – a menos que estejamos contentes em condenar os nossos descendentes a um estilo de vida limitado e à guerra ilimitada.  Você pode se preocupar sobre ficar sem petróleo, mas este não é o recurso que deveria nos deixar ansiosos.  Iremos devorar as reservas facilmente recuperáveis das coisas como cobre, zinco e os metais do grupo da platina, em questão de décadas.“
Finalmente, antes de 2100, Shostak prediz que a humanidade irá desenvolver aquilo que se chama em inglês de generalized artificial intelligence – GAI, ou inteligência artificial generalizada, que permitirá às máquinas desempenharem o trabalho normalmente executado por pessoas; algo que irá mudar as nossas vidas para sempre.  Shostak acredita que num futuro próximo, máquinas poderosas irão coexistir com humanos, e computadores não somente irão executar jogos como xadrez, etc., mas serão capazes de executar o pensamento necessário para qualquer trabalho de colarinho branco, inclusive os de alto escalão.
Shostak escreve:
“Tais máquinas não serão necessariamente grandes.  A sinapse no nosso cérebro tem poucos milhares de nanômetros em tamanho.  Um transistor em um chip é centenas de vezes menor. O hardware necessário para ‘inteligência-a-nível-humano, mesmo hoje, poderia caber num iPad.”
Segundo o diretor do SETI, o processo de colocar pessoas grandes em colônias fora da Terra, eventualmente irá levar a um tipo de “especiação”. “(Especiação é o processo evolucionário, através do qual novos tipos biológicos reprodutivamente isolados, ou espécies, surgem.)  Shostak argumenta que colônias fora da Terra têm um ambiente físico diferente daqui e, de acordo com dados históricos, o ambiente social também será especial:
“A reengenharia de nossos filhos transformará a nossa espécie ainda mais rapidamente. No final, poderemos produzir filhos que são tão diferentes de nós, quanto os cães são dos lobos.  As alterações casuais da nossa espécie, ocasionadas pela evolução Darwiniana, irão permitir melhorias direcionadas pelos futuros engenheiros.”
Os tempos mudam rapidamente, e a espécie humana está destinada à mudança.  Somos uma espécie ávida para aprender, explorar e evoluir.
“As pessoas do Século XI poderiam ficar incomodadas pela tecnologia de hoje, mas elas não teriam problemas em nos reconhecer.  Porém, é improvável que reconheceríamos os humanos daqui a um milênio.”
Via  OVNI HOJE

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

'Avatar': Cientista russo propõe colonizar a Lua com um inovador robô



Cientista russo Oleg Saprykin introduziu uma idéia de colonização lunar inovadora com a ajuda de um robô-avatar que representa o corpo humano. O humanóide seria dirigido a partir da Terra ou do espaço.

O chefe de programas tripulados desenvolvidas pela agência espacial russa  Roscosmos, Oleg Saprykin, acredita que no trabalho na superfície lunar poderia ser usado avatares robóticos que seriam geridos por um homem da Terra ou do espaço. Os cientistas poderiam controlar um robô-avatar mecânico através de um exoesqueleto com acoplamento cinemático inverso. O exoesqueleto iria replicar o corpo humano.
"Com a utilização de um robô deste tipo, seria possível viajar através do sistema solar. E na superfície da Lua ele seria muito interessante " diz Saprykin para  RIA Novosti.

O que fará a gestão deste robô na Lua? 

Na verdade, graças a atrasos na comunicação de ida e volta entre o satélite natural da Terra e em tempo real, o robô exercerá todas as ações que indicam a distância com uma diferença de não mais de quatro segundos, de acordo Saprykin que disse durante a conferência de imprensa dedicada à missão espacial tripulada a Marte. Mais cedo, o chefe do Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Lonchakov, informou que robô russo seria enviado para a Estação Espacial Internacional (ISS).
O robô humanóide russo SAR-401 foi desenvolvido pela Associação de Produção Científica e nomeado "tecnologia Android 'pelo Instituto Central de Engenharia Mecânica. Ele foi apresentado  em novembro de 2013, no Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Gagarin, em Star City, nos arredores de Moscou. Em seguida, a empresa criou um modelo de teste, capaz de realizar até 50 operações em espaço aberto.


Foto: Revelam como golfinhos vêem os humano



Uma imagem extraordinária, obtidas por cientistas depois de um experimento sob a água, descobriu como um golfinho "vê" um mergulhador usando sua capacidade de ecolocalização.



Durante o experimento, realizado com a ajuda de especialistas britânicos em um aquário de golfinhos em Puerto Aventuras, México, o mergulhador Jim McDonough mergulhou com um cinto de peso, diz relatórios de Daily Mail '.
Um microfone especial pegava os sinais de eco do golfinho, voltadas para o mergulhador, e foram então visualizados com o uso da nova tecnologia CymaScope. O físico britânico John Stuart Reid, que dirige a equipe CymaScope explica que este aparelho converte as vibrações sonoras em flutuações de água.
Como resultado da experiência, os investigadores receberam um vídeo da superfície da água de uma imagem semelhante à da silhueta do homem . Depois de ser processado com o computador, a imagem ficou mais clara, e os cientistas concluíram que corresponde à forma do mergulhador.
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Assim, a pesquisa mostrou que o uso de ecolocalização dos golfinhos não só são capazes de ver sombras de objetos, mas também os contornos de sua superfície. "Agora você pode dizer com segurança que os golfinhos podem usar a linguagem 'sono-pictórica", ou seja, uma linguagem de imagens que partilham uns com os outros ", diz Jack Kassewitz, diretor do experimento.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

NASA quer fazer o seu C-3PO para Marte


Não há como negar que o envio de uma missão tripulada a Marte é um desafio caro e arriscado. Ciente disso, a NASA trabalha no desenvolvimento de um robô humanoide, no estilo C-3PO, de Star Wars, para preparar o terreno para seres humanos. 



O robô, chamado R5, já custou US$ 6 milhões em investimentos - metade do dinheiro veio da NASA e a outra do DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency). 

Nossa tecnologia ainda está longe de desenvolver um humanoide que possa se virar sozinho em outro planeta. Robôs bípedes que se levantam após tombos, enfrentam terrenos irregulares ou que escapem de espaços pequenos representam um desafio à robótica moderna. 

A agência norte-americana decidiu repassar o desafio a duas universidades - Northeastern e o MIT- que receberam um par de R5s e US$ 500 mil cada. A NASA tomou consciência que agora é necessário um time de feras da robótica para dar sequência ao projeto. Quando vier a parte de materiais e o uso do robô no espaço, a NASA entrará novamente na história. 

O projeto audacioso não possui somente fãs. Os críticos ressaltam existem outros tipos de robôs, fora o modelo humanoide, que trabalham bem. Por exemplo, por que um robô com rodas, braços e filamentos não poderia dar conta do recado em Marte? 

Fonte: Wired 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

NASA desenvolve nova tecnologia projetada para detectar vida extraterrestre


Uma nova tecnologia da NASA, que parece ter saído da série “Jornada nas Estrelas”, poderá ajudar os cientistas a detectarem vida em outros mundos.
O aparelho, apelidado de “laptop químico”, é um laboratório miniatura portátil que se assemelha aos tricordersda famosa série de TV, e é projetado para tornar a colheita de dados mais fácil e rápida do que antes.
O computador laptop, atualmente em desenvolvimento no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA – JPL, em Pasadena, Califórnia, é uma analisador químico, feito para detectar aminoácidos e ácidos graxos, muitas vezes chamados de “blocos construtores da vida”, em amostras de um terreno extraterrestre.
Os aminoácidos ligam entre si para formarem proteínas, as quais são vitais para quase todos os processos que ocorrem dentro de uma célula, e os ácidos graxos constituem um componente importante das membranas das células, assim os pesquisadores acreditam que encontrar ambos indicaria que a vida está agora, ou esteve uma vez presente.
Embora o equipamento tenha aproximadamente o tamanho de um notebook normal, o laptop químico não é como qualquer computador.  Ele é muito mais grosso, a fim de proporcionar espaço dentro dele para os componentes de análise química.  Mas talvez a maior diferença é que este aparelho não desliga quando fica molhado – na verdade ele precisa de líquido para funcionar.
Esta poderia ser “uma ferramenta especialmente útil para mundos gelados, tais como Enceladus [lua de Saturno] e Europa [lua de Júpiter]”, disse Jessica Creamer, pós-doutorado com base no JPL.  “Tudo que você precisa fazer é derreter um pouco de gelo, e você poderá obter amostras e analisá-las diretamente.”
Para analisar as amostras, o aparelho usa uma tecnologia similar às máquinas de café expresso. Ele pega o líquido ou amostra de gelo, coloca num tubo com água no estado líquido, e aquece acima de 100 graus Celcius.  Então, ele mistura a amostra com um corante fluorescente,  o qual se liga aos ácidos aminos e graxos.
Pesquisadores estão tentando ver o comprimento das cadeias de carbono dos ácidos graxos, o que indicaria o tipo de organismos que são, ou eram. Mas eles também estão interessados na taxa de aminoácidos “canhotos” para “destros”.
As coisas vivas na Terra são feitas quase que exclusivamente de aminoácidos canhotos, mas os cientistas acreditam que seja possível que a vida em outros mundos seja feita de aminoácidos destros.  A chave é que a vida criaria mais do tipo de aminoácido que ela é feita, levando à grande prevalência de um ou de outro.
“Se um teste encontrou uma mistura 50-50 de aminoácidos canhotos e destros, poderíamos concluir que a amostra provavelmente não era de origem biológica”, disse Creamer. “Mas se encontrássemos um excesso de um ou de outro, isso seria um ‘ticket de ouro’.  Isso seria a melhor evidência até agora de que a vida existe em outros planetas.”

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Conquistar a morte: Empresa desenvolve um conceito para ressuscitar pessoas


Uma empresa australiana sediada em Los Angeles declarou que a tecnologia pode ressuscitar os mortos dentro de 30 anos. "A missão da empresa de inteligência artificial está reinventando a vida futura".
A empresa AI  Humai  apresentou a idéia ambiciosa de retornar mortos à vida. Em entrevista à revista Popular Science, o fundador da empresa, Josh Bocanegra disse que o primeiro ser humano poderia ser ressuscitado em 30 anos. Além disso, ele planeja usar a tecnologia Humai de criogenia para congelar e armazenar o cérebro após a morte até o momento em que a tecnologia tenha evoluído o suficiente para inseri-lo em um corpo artificial.
A realização deste plano baseia-se nos seguintes pontos. "Em primeiro lugar, pretendemos coletar dados sobre os nossos membros durante a sua vida através de vários programas que estamos desenvolvendo", disse Bocanegra. Uma tal aplicação é chamada de 'Soul' ("alma") e é projetada para reproduzir a voz e a personalidade de uma pessoa após a sua morte. "Depois da morte, o próximo passo seria a de congelar o cérebro por criogenia  até que a tecnologia evolua o suficiente para implantar o cérebro artificial em um corpo. As funções do corpo são controladas com o pensamento artificial medindo as ondas cerebrais. Com as idades do cérebro,  vão usar a nanotecnologia para reparar e melhorar as células. Além disso, ajudará a tecnologia de clonagem ", acrescenta.
Assim, em vez de aceitar que um ente querido morreu, com a ajuda de uma representação artificial dele na forma de aplicativo ou programa as suas famílias devem agir como se ele ainda estivesse vivo e interagir com ele. 
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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Projeto de satélites financiados por “crowd-sourcing” irá procurar por OVNIs / UFOs

OVNI-CubeSat
Um grupo de pessoas com inclinação técnica começou uma campanha do tipo crowd-sourcing na Indiegogo, para financiar uma constelação de pequenos satélites, a fim de procurarem por OVNIs em órbita.
A campanha é chamada de “CubeSat for Disclosure – Low-Earth Orbit Satellite”e está utilizando tecnologia prontamente disponível para desenvolver uma plataforma de observação relativamente barata no espaço.
Há várias empresas que oferecem equipamento para o que são chamados CubeSats, também referidos como nanosatélites.  Estes são pequenos satélites que oferecem uma maneira econômica para estudantes, pesquisadores e empresas privadas terem seu próprio pequeno satélite.  Os cubos medem 10x10x10 centímetros.
A equipe UFO CubeSat está planejando comprar um cubo já pronto da Pumpkin Incorporated, chamado de kit CubeSat. O kit vem com o cubo, um computador abordo e uma forma de programar o cubo.  O usuário pode então adicionar mais instrumentos.
CubeSat for Disclosure (CubeSat para o Desacobertamento) planeja adicionar câmeras, um meio de comunicar e fazer o download de informações do satélite para o solo, e um contador de cintilação.  O site Indiegogo diz que o contador “nos permitirá a medir várias radiações no nosso (sic) ambiente de satélite.  Isto é significante, pois nos permitirá a detecção de partículas de alta energia, radiação e outros fenômenos“.
Eles também esperam poder instalar radar, se possível. Farão o uso de duas câmeras com lentes parabólicas, para poderem ter uma visão de 360 graus ao redor do satélite.
O objetivo principal é o de, esperançosamente, capturar dados e imagens verificáveis de OVNIs. Eles acham que o tópico tem sido ridicularizado, mas que é digno de “um rigoroso estudo científico“.
Dois exemplos que eles dão, sobre o porquê dos OVNIs deverem ser levados a sério, é que “países estão começando a liberar documentos altamente secretos”, e que “centenas de testemunhas de grande credibilidade têm se manifestado com testemunhos de que pelo menos alguns OVNIs são de tecnologia alienígena verificável”.
Eles fornecem alguns links como referência para dar respaldo às suas alegações.
Eles escreveram: “O que o nosso projeto almeja fazer é usar satélites de órbita baixa, controlados por nós, indivíduos, para estudar objetos potenciais que emitem radiação de alta energia“.
É claro, eles podem capturar mais do que OVNIs.
“Talvez obteremos leituras de dados e fotos de auroras causadas pelas ejeções solares.  Talvez iremos capturar imagens de alguns meteoros interessantes.  E talvez iremos na verdade capturar aeronaves.  Tudo que podemos fazer é tentar, e fazendo isto desta forma, podemos disponibilizar os dados em fonte aberta para vocês, os indivíduos.”
É uma grande ideia, e assistir uma transmissão ao vivo de nosso próprio Cubesat no espaço seria realmente legal.  Doações começam a US$ 50,00, e neste nível você recebe uma camiseta. Porém, o nível mais alto de US$ 10.000,00, você terá o controle de seu próprio CubeSat.
Eles também estão planejando uma reunião com pesquisadores de OVNIs.
Clique no seguinte link para acessar a página deles: Indiegog.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Veja o teste bem-sucedido do primeiro foguete para turismo espacial



Um feito histórico que poderá mudar para sempre o rumo das viagens espaciais foi alcançado pela empresa Blue Origin, de Jeff Bezos, o fundador da Amazon.com. Nesta segunda-feira, sua equipe realizou com sucesso o teste de um foguete não tripulado que retornou ao seu local de lançamento no Texas, nos EUA. O feito sem precedentes abre portas para uma grande redução no custo das viagens espaciais com a criação de foguetes que podem ser utilizados várias vezes - veja no vídeo no final do texto. 

Bezos anunciou com entusiasmo nesta terça-feira o sucesso do teste com o veículo espacial New Shepard, que atingiu a altitude prevista de 100,5 mil metros. "A reutilização completa (de um foguete) é uma virada de jogo e não podemos esperar para encher o tanque e voar de novo", disse ele em um comunicado.

Um vídeo fornecido pela Blue Origin mostra o foguete voltando lentamente para o solo, pousando na posição vertical. A cápsula do New Shepard foi projetada para seis astronautas e possui paraquedas para aterrissagem após a separação do foguete. 

Bezos quer oferecer voos a passageiros a partir de 2017. 

“Eu espero que em poucos anos possamos começar as operações comerciais”, afirmou em uma entrevista. 

Perguntado se ele voaria em um foguete, respondeu: 

"Absolutamente. Estou esperando por isso desde os meus cinco anos de idade". 

Confira abaixo no vídeo: 



Fonte: Los Angeles Times

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Um robô como esse pode explorar mundos alienígenas no futuro



A humanidade aprende muito sobre outros mundos quando robôs exploram suas superfícies - e Marte é o melhor exemplo disso. Dados importantes foram coletados pelo jipe Curiosity e por seus antecessores, Spirit e Opportunity. Mas não é nada fácil conseguir que esse tipo de estrutura robótica, robusta e movida por rodas, sobreviva ao tranco do pouso. Depois também podem surgir outros problemas, como o risco de uma capotagem se o terreno for acidentado demais ou então de um atolamento caso contenha muita lama.
Para resolver isso, a Nasa está trabalhando em uma nova tecnologia completamente diferente daquela a que estamos acostumados. Em mecânica, ela recebe o nome de tensegridade, ou integridade tensional. Esse design combina tração e compressão de forma a obter o máximo possível de resistência e estabilidade. A lógica é amplamente encontrada em organismos vivos: o jeito como nossos músculos e ossos funcionam em conjunto é um dos casos.

O projeto foi financiado pelo programa Innovative Advanced Concepts (Conceitos Inovadores Avançados), iniciativa da Nasa para estimular o desenvolvimento de tecnologias que estejam uma ou duas décadas à frente de seu tempo. A natureza resistente e adaptável do robô o torna perfeito para explorar relevos mais acidentados e lamacentos, como o das luas Europa e Titã.Batizado de robô Super Ball (algo como "superbola"), ao invés de conter as clássicas rodas, ele funciona à base de cordas e polias. O movimento surge da contração ou do afrouxamento de regiões específicas, o que concede uma enorme maleabilidade à estrutura.Várias delas podem, por exemplo, ser acomodadas em uma única nave espacial. Durante a viagem elas permaneceriam "achatadas" e sua forma normal só seria acionada na hora do pouso.
"Mesmo que esse protótipo não tenha sido explicitamente desenhado para suportar a alta velocidade de cenários de pouso previstios para o sistema inteiro, nós vemos que ele pode sobreviver facilmente a quedas de um metro, que danificariam seriamente a maioria dos robôs tradicionais", informou a agência em um vídeo no Youtube.
Confira um vídeo do robô em funcionamento:

Nova técnica de laser faz objetos ficarem tão quentes quanto o Sol





10.000.000°C em um piscar de olhos. É isso que os físicos teóricos do Imperial College London, da Inglaterra, conseguiram com uma nova técnica de laser criada por eles. Essa temperatura é a mesma da fotosfera (uma camada intermediária entre a superfície do Sol e o seu centro) e o objeto que entra em contato com o laser chega nesse nível de calor em muito menos que um segundo.

Por mais que possa soar apenas como uma tentativa extravagante do homem em alimentar seu ego por fazer algo absurdamente inacreditável, existe um propósito científico bem relevante aí: esse método pode abrir novas fronteiras no que diz respeito à fusão nuclear, tecnologia que emula o que ocorre no interior do Sol para gerar energia de maneira eficiente e limpa.
Essa tecnologia aquece os materiais em uma velocidade 100 vezes maior que os sistemas de laser mais energéticos conhecidos até então. A diferença é que normalmente um laser aquece os elétrons, que por sua vez aquecem os íons. Esse novo laser dispensa intermediários:quando apontado para um objeto, ele age diretamente nos seus íons através de uma onda de choque eletroestática.
O detalhe é que a rapidez no gatilho desse laser depende do material para o qual ele é apontado. Se na composição do objeto houver dois tipos específicos de íons, eles serão acelerados a diferentes velocidades, causando fricção, o que faz com que o calor aumente rapidamente. Um “público-alvo” desse laser são os plásticos.

Ainda segundo Turrell, mudanças tão drásticas de temperatura costumam ocorrer em locais como o LHC (Grande Colisor de Hádrons), mas uma das coisas que torna essa técnica única é que ela trabalha em cima de colisões entre pares de partículas, podendo ser replicada em diversos laboratórios ao redor do mundo.De acordo com Arthur Turrell, um dos autores do estudo, esses dois íons “funcionam como o fósforo e a sua caixa: você precisa de ambos”. Em materiais com apenas um desses íons o laser perde seu efeito avassalador. Por outro lado, quanto mais denso o material, maior a velocidade de aquecimento, já que os íons ficam amontoados em um pequeno espaço, potencializando a fricção.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Essa a mulher é capaz de sentir cada tremor da Terra em seu corpo


Uma dançarina espanhola mantém um diálogo constante com a Terra, vivendo e sentindo cada um dos terremotos que sacodem o planeta, através de um chip implantado. 

Moon Ribas é uma dançarina e ativista cibernética, que, por causa de um chipimplantado debaixo de sua pele, é capaz de receber as leituras sísmicas de todo o mundo. Dessa forma, toda vez que um terremoto sacode a Terra, o chip vibra com uma intensidade proporcional à magnitude do fenômeno, o que ela traduz através de sua dança - veja mais no vídeo no final do texto. 
“É como a batida de um coração: a Terra está pulsando constantemente”, afirma Ribas ao tentar explicar que se sente como se tivesse “duas batidas de coração”: a própria e a do planeta. “Quando alguém pensa na dança, pensa no movimento. Então se dá conta de que não são só os seres humanos que se movem; há um monte de coisas que se movem”, acrescenta. 

O chip está implantando em seu cotovelo direito e, assim como a Terra, movimenta-se quase sempre em consonância com a vibração sísmica, independentemente de Ribas estar dançando ou não, porque ele não pode ser desligado. 

A dançarina é cofundadora e ativista da Cyborg Foundation, organização sem fins lucrativos, que defende a cibernética aplicada. Em sua opinião, as extensões sensoriais eletrônicas podem ajudar a gerar uma nova relação entre os humanos e o planeta, promovendo uma interação mais consciente e respeitosa com o meio ambiente. “Se uma pessoa tem uma experiência diferente com seu entorno, talvez seu comportamento também mude”, ela explica, sorridente.
Confira o vídeo: